Fotografia

Mulheres da fotografia – I

Uma vez eu li uma entrevista de uma curadora do MoMA (Museum of Modern Art), Sarah Meister, onde ela dizia que não há outra arte capaz contar sua própria história exclusivamente pelo trabalho de artistas mulheres. Você não precisa de homens para compor um viés histórico da fotografia. Não há outra arte capaz contar sua própria história exclusivamente pelo trabalho de artistas mulheres. Só a fotografia. (A entrevista completa está aqui).

Dito isso, separei algumas fotógrafas e suas obras, que muito provavelmente passarão a ser um guia, um norte, uma nota, uma referência, para minha curiosidade infinita sobre fotografia.

Shirley Baker

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Conheci o trabalho da Shirley Baker este ano, enquanto eu estava em Londres. Rolou uma exposição do trabalho dela na Photographers Gallery, em uma das travessas da Oxford Street. A galeria é maravilhosa, mas posso falar dela depois.

O que me chamou a atenção nas fotos da Shirley foram as crianças: muitas delas retratam crianças, brincando soltas na rua. E estes são dois pontos que me interessam grandemente: as crianças e a fotografia de rua.

Shirley era britânica e veio a falecer ano passado. De acordo com o Daily Mail, ela foi a única fotógrafa mulher a retratar a vida, a fotografia de rua britânica entre 1960s e 1980 e suas fotos retrataram o momento de uma mudança social.

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Mary Ellen Mark

Conheci o trabalho da Mary Ellen procurando informações sobre um documentário chamado Everybody Street, um documentário que fala sobre a fotografia e fotógrafos de rua de Nova Iorque e faleceu este ano, em maio.

Mark era conhecida por estabelecer uma certa afinidade com as pessoas a serem fotografadas (barreira que eu tento quebrar todos os dias), portanto, uma fotógrafa humanista. De acordo com Melissa Harris para a TIME “Ela quria trabalhar – ela amava ser fotógrafa. Ela era grande com as pessoas – trabalhando tão intuitivamente – e ela era capaz de obter esta essência das pessoas que ela estava fotografando, de contar suas histórias. Importava para ela representá-los fielmente e verdadeiramente e não somente num sentido visual de documentário, mas distinguindo cada indivíduo sobre quem ele ou ela era no mundo real. Seu trabalho era humano, todo coração”. 

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