Cotidiano

Seria Isaac Asimov um profeta?

Asimov viveu entre 1919/20 e 1992. Nasceu na Rússia (até então Rússia Soviética) e morreu nos Estados Unidos. Ele foi, entre várias coisas, um escritor de ficção científica. Ficção. Pelo menos, foi o que pensei, quando li algumas primeiras linhas. Dito isso, pontuarei minhas dúvidas se ainda podemos chamar as autorias ficcionais de Asimov de ficção (digo autorias ficcionais pois além de escritor, ele também era bioquímico).

As histórias de passam numa realidade daqui uns 20 mil anos (ou algo assim). Neste universo, já existiram e deixaram de existir robôs. Há seres humanos habitando diferentes planetas e as viagens espaciais são algo normal. Até aqui, esta realidade está um pouco distante de nós.

Mas aqui entra o pulo do gato: em uma delas, um conselheiro resolve sair à procura do Planeta Terra, há muito tempo esquecido. De tão esquecido, tornou-se uma lenda. Dizem que o Planeta Terra está radioativo. Este grau de radiação chegou a tal ponto que tornou-se impossível humanos viverem aqui, pois contaminou o solo e o ar. O cultivo de alimentos não é mais viável em canto algum do planeta. Nosso cenário: solos contaminados em vários países, poluição extrema fazendo chineses comprar ar puro em potes e o uso do solo de forma acelerada, sem dar tempo para ele se recuperar.

Em outra história, a companhia do esposo de Claire fabrica robôs. Os robôs fabricados pela companhia assemelham-se muito aos seres humanos: tecido semelhante à nossa pele, olhos, cabelo, etc. Enquanto o marido viaja, o robô fica com Claire em casa, pois ele precisa ser testado. Ao longo do conto, o robô vai se tornando cada vez mais humano e por fim, Claire acaba apaixonando-se por ele. Algumas semanas atrás li uma manchete dizendo que robôs sexuais estão sendo feitos para substituir os homens.

Reis sendo tratados como deuses. A ciência precisa manter-se oculta muitas vezes. Planetas completamente cinzentos, repletos de ferragens. Saber ler é algo inútil (as informações são “lidas” de outra forma). Máquinas que conseguem compreender sentimentos humanos.

Ainda estou lendo os livros. Não me lembro de todos os detalhes, então vou voltar a ler todos. Entretanto, de algo eu estou certa: não vai ser meu primeiro texto sobre as publicações de Asimov.

E principalmente: qualquer semelhança com a realidade, talvez não seja mera coincidência.

 

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