Fotografia

Cinco aplicativos para fotografia

Antes de começar a listas meus aplicativos mais queridos de fotografia, vou dizer aqui algo muito importante: O aplicativo NÃO faz a foto. Ter uma câmera ótima ou um celular com um milhão de megapixels de resolução não vai fazer com que a foto seja boa. E quando eu digo “foto boa”, falo sobre a ideia, composição, sentimento, etc. Os aplicativos, assim como os softwares de edição, apenas melhoram a qualidade da foto (balanço de cor, contraste, edição em preto e branco, etc) e dão aquela forcinha pra falta de luz ou nitidez que havia na hora do clique.

Não sou fotógrafa, mas sou apaixonada por isso. Eu costumo editar minhas fotos no Lightroom, diretamente no computador. Mas alguns destes aplicativos são tão bons que eu acabo usando pra editar fotos tiradas com uma câmera digital. Dito isso, separei aqui uma lista dos que uso, por ordem de importância (para mim) e frequência de utilização.

Normalmente quando eu vou editar uma foto no celular, começo pelo Snapseed, que tem controles ótimos para ajuste de contraste, temperatura, saturação e outros controles. Também tem uns filtros prontos, que eu nunca uso (nunca mesmo. Nem o preto e branco). Além dos ajustes de cor, o aplicativo permite que sejam feitas pequenas correções como tirar um borrão (desde que não seja imenso) e deixar a foto “menos torta”. A interface é bem simples e sem segredos.

 

O VSCO tem ajustes bem semelhates aos do Snapseed e a interface para estes ajustes é bem mais fácil. Enquanto Snapseed ganha nos ajustes, o VSCO leva vantagem nos filtros, que são ótimos e é possível definir a intensidade aplicada na foto. Além disso, o VSCO é um dos aplicativos mais populares da categoria e conta com uma galeria de fotos dos usuários (assim como o instagram e suas hashtags). Apesar de gostar muito do instagram e das fotos que vejo por lá, é notória a diferença das fotos postadas em cada uma das plataformas. Super vale à pena dar uma explorada de vez em quando.

 

Ainda estou aprendendo a usar o Polarr, mas gostei muito do que vi até agora. Assim como todos os aplicativos desta lista, ele também oferece opções de controle de contraste, brilho, nitidez, controle de preto e branco, etc. Mas o atrativo dele é, assim como a versão mobile do Lightroom, a possibilidade de controle do verde, vermelho, azul… controles que dão uma grande diferença no resultado final.

 

Eu usei o Pixlr por um tempo, mas ele caiu no esquecimento depois que descobri o Snapseed. O ponto positivo dele é a opção de dupla exposição (ou juntar duas fotos em uma só, dando esse efeito bem legal). Mas a dupla exposição, apesar de ser algo interessante, requer um senso estético diferenciado e/ou muita experimentação, até atingir um resultado bacana. Caso contrário, a edição vai ficar cafona e absurdament exagerada.

Além da dupla exposição, a opção de “blur” nele também ganha dos outros, já que é possível ser controlado o formato (linear ou radial) e aplicar um efeito ou outro.

 

E enfim cheguei ao Lightroom (ufa!). O Lightroom mobile tem todos os controles oferecidos pelos aplicativos acima, filtros semelhantes (ou iguais) aos nativos da versão do software para computador. As opções para edição em preto e branco são mais melhores e melhores do que as opções oferecidas pelos outros aplicativos, exceto pelo VSCO. O aplicativo é bom e a vantagem dele é que é possível sincronizar a biblioteca de imagens existentes na versão para computador.

 

Esta é minha visão sobre os aplicativos que uso. Não mencionei o instagram porque uso somente para compartilhamento, mal me lembro quando foi a última vez que editei algo pelo instagram.

Os aplicativos pra fotografia vem sendo constantemente melhorados, adaptados e descobertos. Pode ser que daqui dois meses esta lista esteja desatualizada. Mas enquanto isso não acontece, aproveitamos o máximo do que estes aplicativos nos oferecem.

Achados, Fotografia

Achados #3 – Yoshiro Ishii

Mais um achado do Instagram! Só que o Yoshiro não foi encontrado por mim através do instagram. O vi no Abduzeedo. E achei incrível. Eu, que já vinha mudando minha cabeça sobre o Japão, acabei ficando um pouquinho mais encantada depois que eu vi as fotos dele 🙂

Para ver mais fotos incríveis, basta acessar o link https://www.instagram.com/446i/

Achados, Fotografia

Achados #1 – Mitchel Wu

O instagram é uma das minhas redes sociais mais queridas. É sempre possível achar umas pérolas, agulhas no palheiro, etc. Fiquei apaixonada pelas fotos do Mitchel Wu logo de cara: são divertidas, criativas e são de personagens que eu adoro: Toy Story e Star Wars. Não tem como não amar!

Para mais fotos do Mitchel, é só acessar a conta dele no instagram: https://www.instagram.com/mitchelwuphotography/

Fotografia

Mulheres da fotografia – I

Uma vez eu li uma entrevista de uma curadora do MoMA (Museum of Modern Art), Sarah Meister, onde ela dizia que não há outra arte capaz contar sua própria história exclusivamente pelo trabalho de artistas mulheres. Você não precisa de homens para compor um viés histórico da fotografia. Não há outra arte capaz contar sua própria história exclusivamente pelo trabalho de artistas mulheres. Só a fotografia. (A entrevista completa está aqui).

Dito isso, separei algumas fotógrafas e suas obras, que muito provavelmente passarão a ser um guia, um norte, uma nota, uma referência, para minha curiosidade infinita sobre fotografia.

Shirley Baker

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Conheci o trabalho da Shirley Baker este ano, enquanto eu estava em Londres. Rolou uma exposição do trabalho dela na Photographers Gallery, em uma das travessas da Oxford Street. A galeria é maravilhosa, mas posso falar dela depois.

O que me chamou a atenção nas fotos da Shirley foram as crianças: muitas delas retratam crianças, brincando soltas na rua. E estes são dois pontos que me interessam grandemente: as crianças e a fotografia de rua.

Shirley era britânica e veio a falecer ano passado. De acordo com o Daily Mail, ela foi a única fotógrafa mulher a retratar a vida, a fotografia de rua britânica entre 1960s e 1980 e suas fotos retrataram o momento de uma mudança social.

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Mary Ellen Mark

Conheci o trabalho da Mary Ellen procurando informações sobre um documentário chamado Everybody Street, um documentário que fala sobre a fotografia e fotógrafos de rua de Nova Iorque e faleceu este ano, em maio.

Mark era conhecida por estabelecer uma certa afinidade com as pessoas a serem fotografadas (barreira que eu tento quebrar todos os dias), portanto, uma fotógrafa humanista. De acordo com Melissa Harris para a TIME “Ela quria trabalhar – ela amava ser fotógrafa. Ela era grande com as pessoas – trabalhando tão intuitivamente – e ela era capaz de obter esta essência das pessoas que ela estava fotografando, de contar suas histórias. Importava para ela representá-los fielmente e verdadeiramente e não somente num sentido visual de documentário, mas distinguindo cada indivíduo sobre quem ele ou ela era no mundo real. Seu trabalho era humano, todo coração”. 

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