Música

Em fevereiro… tem Carnaval!

 

Demorou… mas chegou! Carnaval… aquela época do ano que muitos amam, outros odeiam e pra outros… tanto faz. Dizem que o país só funciona depois do Carnaval… deve ser porque no Carnaval a gente extravasa, drena toda aquela energia negativa, pra poder começar o ano com o pé direito, de forma definitiva.

Por isso, tá aqui a playlist de Carnaval: tem marchinha, tem sambinha, tem forró e tem clássico.

Um beijo! E partiu carnavalizar!

Fotografia

Mulheres da fotografia – I

Uma vez eu li uma entrevista de uma curadora do MoMA (Museum of Modern Art), Sarah Meister, onde ela dizia que não há outra arte capaz contar sua própria história exclusivamente pelo trabalho de artistas mulheres. Você não precisa de homens para compor um viés histórico da fotografia. Não há outra arte capaz contar sua própria história exclusivamente pelo trabalho de artistas mulheres. Só a fotografia. (A entrevista completa está aqui).

Dito isso, separei algumas fotógrafas e suas obras, que muito provavelmente passarão a ser um guia, um norte, uma nota, uma referência, para minha curiosidade infinita sobre fotografia.

Shirley Baker

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Conheci o trabalho da Shirley Baker este ano, enquanto eu estava em Londres. Rolou uma exposição do trabalho dela na Photographers Gallery, em uma das travessas da Oxford Street. A galeria é maravilhosa, mas posso falar dela depois.

O que me chamou a atenção nas fotos da Shirley foram as crianças: muitas delas retratam crianças, brincando soltas na rua. E estes são dois pontos que me interessam grandemente: as crianças e a fotografia de rua.

Shirley era britânica e veio a falecer ano passado. De acordo com o Daily Mail, ela foi a única fotógrafa mulher a retratar a vida, a fotografia de rua britânica entre 1960s e 1980 e suas fotos retrataram o momento de uma mudança social.

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Mary Ellen Mark

Conheci o trabalho da Mary Ellen procurando informações sobre um documentário chamado Everybody Street, um documentário que fala sobre a fotografia e fotógrafos de rua de Nova Iorque e faleceu este ano, em maio.

Mark era conhecida por estabelecer uma certa afinidade com as pessoas a serem fotografadas (barreira que eu tento quebrar todos os dias), portanto, uma fotógrafa humanista. De acordo com Melissa Harris para a TIME “Ela quria trabalhar – ela amava ser fotógrafa. Ela era grande com as pessoas – trabalhando tão intuitivamente – e ela era capaz de obter esta essência das pessoas que ela estava fotografando, de contar suas histórias. Importava para ela representá-los fielmente e verdadeiramente e não somente num sentido visual de documentário, mas distinguindo cada indivíduo sobre quem ele ou ela era no mundo real. Seu trabalho era humano, todo coração”. 

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Contos

Eu acredito em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.

Ainda não consegui entender, em toda a sua amplitude, se a vida é um jogo de sorte ou azar. Se ela funciona no ganha-ganha. Se acontece na base da troca. Se é sincronicidade ou pura coincidência.

Não consigo me decidir se são seis graus de separação, efeito borboleta, teoria do caos. Se existe uma matemática ou se é pura física quântica: valores parcialmente conhecidos e resultados incertos.

Me parece mais plausível acreditar no País das Maravilhas, no Asteróide B 612, na Terra do Nunca, na Luz Verde. No navio Pérola Negra. Nas vantagens de ser invisível.

Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então. Não é que eu goste de complicar as coisas, elas é que gostam de ser complicadas comigo.

Sorriu compreensivamente – ou muito mais do que isso. Era um desses raros sorrisos que têm em si algo de segurança eterna,um desses sorrisos com que a nós talvez nos deparemos quatro ou cinco vezes na vida. Um sorriso que, por um momento, encarava – ou parecia encarar – todo o mundo infindável, e que depois se concentrava em nós com um preconceito irresistível a nosso favor. Um sorriso que nos compreendia só até o ponto em que nós queríamos ser compreendidos, que acreditava em nós como nós gostaríamos de acreditar, assegurando-nos que tinha de nós exatamente a impressão que, na melhor das hipóteses, esperávamos causar.

Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.
Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.

Ela lhe contou histórias, ele a ensinou a voar… Amavam-se, mas ele não queria crescer…

Acreditava na luz verde, no futuro orgástico que, ano após ano, recua diante dos nossos olhos. Nessa altura iludiu-nos, mas não importa – amanhã correremos mais depressa, esticaremos mais os braços… E uma bela manhã…Assim vamos persistindo, como barcos contra a corrente, incessantemente levados de volta ao passado.

Para que seja possível planejar um novo futuro.