Cotidiano

Fotografia + rua + pessoas

Seis meses depois, estou de volta. Passei uma temporada em Londres e agora é hora de retomar a vida.

Muitas coisas aconteceram: boas, ruins, engraçadas, idiotas. Coisas inspiradoras e outras nem tanto assim. Foi difícil ir e encarar o quase desconhecido. Tão difícil quanto ir e deixar família e amigos (apesar de ter família lá também), foi voltar e deixar família e amigos. Aos poucos eu vou registrando os acontecimentos, de forma retroativa… mas prefiro assim. Desta forma, sempre irei relembrar as coisas bacanas que aconteceram.

De tudo que aconteceu, uma das melhoras coisas foi que eu comecei a me identificar, desta vez de verdade, com a fotografia. E com a fotografia de rua. Aos detalhes que passam despercebido. Ou então, aos detalhes que todos prestam atenção, mas que eu queria tentar ver algo novo no mesmo cenário rotineiro. Ainda não atingi este objetivo por completo, mas eu estou em contínuo processo de melhora.

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Ainda durante esta temporada na terra da rainha, conheci pessoas maravilhosas, que compartilham desta paixão. Pessoas que se encontram para simplesmente passar o dia conversando e tirando fotos; pessoas que tentam compartilhar sua visão de mundo através de suas lentes. Soa meio poético mas é a mais pura verdade.

E foram através destes encontros que eu me dei conta de que gosto de histórias, sejam elas verdadeiras ou falsas. Tristes ou contentes. Histórias de uma vida toda ou histórias que aconteceram cinco minutos atrás. Ou história nenhuma, somente o sentimento que uma cena transmite. Como diz o ditado, uma imagem vale mais que mil palavras. Pode ser verdade, entretanto, conectar-se com o que está sendo fotografado faz uma grande diferença. E a busca por esta conexão é meu próximo passo.

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A rua não se cala um minuto. As pessoas não se calam. O mundo não pára pra gente descer. E nós não paramos para ver o mundo. Às vezes queremos voltar o relógio. Fazer um segundo durar horas. Semanas durarem meses. E ao mesmo tempo, queremos que uma semana dure um dia. Essa complexidade é muito louca e faz com que nós mesmos comecemos a nos sentir perdidos, sem saber direito o que queremos.

No fim das contas, o melhor a ser feito é aproveitar o segundo. O dia. O mês. Ter um plano B ajuda. Pensar no próximo passo economiza dor de cabeça. Lembrar do que aconteceu dá uma saudade danada. Cada momento tem seu sentimento. Não levanto a bandeira do “faça agora porque pode não ter uma segunda chance”. Levanto a bandeira do “faça o que te faz sentir bem”.

Cotidiano

Fazer malas + câmbio + preparação pro Carnaval

Pois é. A partir de hoje faltam 29 dias para eu embarcar novamente pra terra da rainha. Ela já me avisou que mal pode esperar que eu chegue lá para podermos tomar o tão famoso chá das cinco. Mas não antes de vermos a troca da guarda e uma disputadíssima partida de Polo. Hahahaha. Falando sério agora… quem mal vê a hora de chegar lá sou eu: lugares pra revisitar, pessoas pra reencontrar (tia, tio, amigos: estou com saudades!). E sim: já comecei a fazer minhas malas.

Mas péra: falta um mês e já tá aprontando a mala? Vamos ser sinceros: a gente sempre leva coisa a mais ou a menos. Sempre esquecemos aquela meia quentinha, aquele brinco amado, escova de cabelo, ou aquela blusinha que a gente NUNCA usa, mas tem certeza que ela vai ser útil um dia.

Com o calor que anda fazendo em São Paulo, metade das minhas roupas estão apenas ocupando espaço. Então por que não aproveitar e já começar a separar as coisas?

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De fevereiro pra março ainda é inverno no hemisfério norte, isso quer dizer que: sejam bem vindos, gorros, luvas e cachecóis! Tem mais coisas que estou separando, mas fica pra colocar a foto mais pra frente.

Como boa brasileira, siiim, tenho um cachecol gracinha verde e amarelo. E uma tornozeleira. E uma camiseta do Brasil. E… Bem, não vou ter como esconder que vim daqui.

Além das roupas de frio, tem os meus quatro amores: minhas câmeras analógicas, que com muita tristeza esqueci de levar da última vez. Mas isso não vai se repetir, pois elas já estão empacotadinhas, lindas pra cruzar o atlântico.

Outra coisa importante que venho fazendo há algum tempo, é resolver o problema do dinheiro: cartão pré pago, desbloqueio do cartão do banco pra débito, papel moeda, etc. Infelizmente, nada mudou. Sinto que vou ter problemas novamente. Depois de quebrar a cabeça, ira pra lá e pra cá, pesquisar, seguem algumas considerações:

– A opção de carregar o papel moeda é a mais viável e mais barata, porém, a menos segura (o imposto para compra de papel moeda é de 0,38%)

– O desbloqueio do cartão do banco para utilização no exterior pode ser feito pelo Bankline (no meu caso, Itaú), entretanto, o desbloqueio é efetuado somente para a função crédito. Para desbloquear débito, é necessário falar com o atendimento (eu fiz o desbloqueio diretamente na minha agência)

– SEMPRE tenha o telefone do gerente de sua agência na mão. Nunca se sabe quando vai precisar. Os atendimento telefônicos sempre presumem que estamos com problemas na função crédito. E quase nunca resolvem seu problema.

– Tive problemas com recarga online com a Western Union. Não foi creditado meu dinheiro no cartão pré pago e o dinheiro foi devolvido pra minha conta de um jeito estranho. Tentarei entender o que aconteceu amanhã, pois ninguém atende no telefone disponível no site.

– A taxa para recarga de moeda em um cartão pré pago é de 6,38%, a mesma taxa que será cobrada caso seja utilizada a função débito do seu cartão comum (aquele, do banco, que utilizamos aqui). Portanto, eu não vi vantagem no cartão pré pago. A menos que eu encontre uma casa de câmbio que tenha uma taxa negociável, inferior a 6,38%, irei preferir usar o meu próprio banco.

Mas, antes da tão esperada viagem, o que temos? Carnaval! Amor da minha vida, razão do meu viver ❤

53058390284209023Sexta feira foi dia de ir bater canela (alguém ainda fala isso?) e procurar os apetrechos pra cair na folia. Consegui meu tão esperado chapéu de irlandês (ou, como disse meu amigo, talvez um primo It – da família Addams – de chapéu) e florzinhas para uma coroa marabijosa (que eu mesma fiz). Vários dias de Carnaval, várias fantasias diferentes, que ainda estão em processo de criação improvisação.

E pra entrar no clima de carnaval, nada mais maneiro que uma música, de um bloco que é muito amor: O Bloco do Sargento Pimenta! O bloco vai pras ruas de Sampa no dia 07 de Fevereiro e pras ruas do Rio de Janeiro no dia 16 de Fevereiro.

E é isso!

Até mais!

Flavia x